quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Escola Estadual Dr Fernandes Lima presente na Mat Expo 2016

A Escola Estadual Dr Fernandes Lima participa pelo segundo ano consecutivo da MAT EXPO UFAL 2016 com  a apresentação do tema: A TRIGONOMETRIA USADA EM JOGOS.

O trabalho foi apresentado pelas alunas Alícia Vanessa (2º ano), Arleany Quitéria, Gerlaine Torres, Milena Conceição (ambas 1º ano) e Valquíria Guimarães (3º ano) sob a orientação dos professores Geraldo Ferreira e Caio César e auxiliado pelo ex-aluno da escola Alisson Lopes.

 Dentre os jogos apresentados temos o Mandala Trigonométrica (apresentado pela aluna Arleany),






O Baralho Trigonométrico (apresentado pelas alunas Gerlaine e Milena) e o trigominó (apresntado pela aluna Alícia) e a Batalha Trigonométrica (apresentado pela aluna Valquíria).

O estande estava movimento com participação de outras escolas do estado, alunos da Universidade Federal de Alagoas e professores da UFAL com o interesse de observar o desempenho dos alunos para ver o que eles estão aprendendo em sala de aula e colocando em prática o seu conhecimento.


Tivemos visitas ilustres em nosso instante como a colega Patrícia, o coordenador do evento Prof Dr Isnaldo Isaac e o Prof Dr Krerley, um dos pilares da Matemática no estado de Alagoas.
  




No final a satisfação de ver a alegria no rosto de nossas alunas em participar desse evento, não há preço que pague isso.

 
O MatFest é um evento anual realizado pelo Instituto de Matemática (IM) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) desde 2004. Este se tornou o maior evento local de divulgação da Matemática no território alagoano voltado para alunos do ensino fundamental, médio e superior.

 IM/UFAL se destaca no cenário alagoano como o maior centro de formação de profissionais em matemática com seus cursos de Bacharelado, Licenciatura, Licenciatura à distância, Mestrado Acadêmico, Mestrado Profissional e Doutorado. O MatFest tem tido a colaboração de outras instituições como a UFBA, o IMPA, a UFRJ, a PUC-Rio; e possui abrangência regional atraindo alunos da capital e do interior de Alagoas, além de estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe.

No ano de 2014 realizamos o maior evento de matemática do Brasil, a saber, a VII Bienal da Sociedade Brasileira de matemática. Neste evento abriu-se espaço para as escolas públicas apresentarem trabalhos relacionados com matemática. Devido ao sucesso deste espaço, denominado MATEXPO, estamos incluindo-o de forma permanente no MatFest. Além disto, estamos abrindo espaço para a visitação de escolas para conhecerem os projetos de extensão desenvolvidos no IM/UFAL e outras atividades voltadas a comunidade alagoana.

Para manter o nível de qualidade do MatFest e incentivar a troca de experiências na área é preciso ter ampla divulgação dentro e fora do IM/UFAL atraindo os jovens para participarem do evento, além da necessidade de bons palestrantes que fortaleçam a equipe local.

Fonte: http://thematfestufal.wixsite.com/matfest2016, acesso em 20 de outubro de 2016.   
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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Escola Estadual Dr Fernandes Lima participa da Expo Física Ufal 2016

Os alunos da Escola Estadual Dr Fernandes Lima participa pelo terceiro ano consecutivo da EXPOFÍSICA UFAL 2016. Sob a responsabilidade do Professor Mestre Geraldo Ferreira e apoio super sincero do Professor Caio, os alunos puderam de vislumbrar com os experimentos mostrados na exposição pelos alunos de graduação e mestrado do curso de Física da Universidade Federal de Alagoas. 

A Expofísica da Universidade Federal de Alagoas já é um evento consagrado e muito aguardado por professores e estudantes de todas as cidades alagoanas. Até a próxima sexta-feira (30), corredores e salas do Instituto de Física (IF) estarão repletos de jovens do ensino médio curiosos em desvendar o fascinante mundo da ciência que estuda o diversos aspectos da natureza.
Disciplina bastante temida pelos alunos, a Expofísica contribui para desfazer essa ideia ao apresentar assuntos da matéria de modo interessante, prático e atrativo. Na edição de 2016, o tema escolhido pela organização é A Física nos Esportes Olímpicos. “Movidos pela hospedagem das olimpíadas em nosso país, o estande com esse tema proporcionará um debate entre atletas, professores do curso de Educação Física e do Instituto de Física”, diz a coordenadora e idealizadora do evento, professora Tereza Araújo.
Promovido pelo IF, o evento envolve os três segmentos universitários da Ufal. A cada ano mais concorrido, registrou em 2015 a participação de cerca de 1,5 mil alunos das escolas de Alagoas acompanhados de seus respectivos professores da disciplina Física.
Tereza Araújo destaca que a programação deste ano é dotada de seis estandes com atividades nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. Ainda segundo a professora, três desses acompanham o evento nos últimos anos. “O da Física da Música, o mais procurado e descobridor de talentos; Atividades Práticas com Laser, que faz abordagem à óptica e à física moderna; e Mostra de Experimentos Didáticos, onde é mostrado desde a mecânica até o magnetismo com apresentação do Gerador de Van Der Graff”, frisa Tereza.
Além desses, os participantes também podem visitar os estandes Tecnologia e Inovação no IF-Ufal, com mostra de resultados observados nos laboratórios de pesquisa da unidade acadêmica; e a Física dos Calendários, que abordará conceitos de Astronomia.




A Expo Física UFAL tem como objetivo

  • despertar a curiosidade científica nos alunos do ensino médio e na comunidade em geral;
  • suprir espaços não preenchidos com os conteúdos programáticos de Física desenvolvidos nas Escolas públicas e privadas;
  • estimular o jovem a procurar a profissão de Físico;
  • informar sobre as oportunidades de pesquisa, ensino e emprego nas diversas áreas existentes na Física;
  • mostrar a interdisciplinaridade da Física;
  • atualizar a clientela alvo com temas que são discutidos mundialmente;
  • expor publicamente o Instituto de Física mostrando sua infra-estrutura de ensino e pesquisa e suas atividades de graduação e pós-graduação;
  • aumentar e melhorar a procura, via PSS, aos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Física da UFAL.
Fonte: http://www.if.ufal.br/expofisica.html, acesso em 18 de outubro de 2016.

Um agradecimento muito especial para a Professora Dra Tereza pela sua paciência e competência na realização desse evento que nos faz orgulhar de sermos professores.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Li-Fi: México torna-se pioneiro em internet por luz

Informática


México torna-se primeiro país a comercilizar tecnologia Li-Fi
A empresa mexicana também está disponibilizando soluções Li-Fi para abajures e luminárias de mesa.[Imagem: InvDes]
Li-Fi
A tecnologia Li-Fi permite a transmissão de áudio, vídeo e internet até 100 vezes mais rápido, através da luz de LEDs e outras luminárias, ou seja, por meio de luz visível, substituindo as ondas de rádio do sistema Wi-Fi.
"Imagine ter internet através de cada luminária, evitando os problemas de velocidade e largura de banda saturadas porque todo mundo está conectado," disse Arturo Campos, responsável pelo lançamento do serviço, chamado LedCom, da empresa Sisoft.
O México tornou-se o primeiro país a colocar no mercado a tecnologia de conexão Li-Fi, que promete substituir a Wi-Fi.
Segundo ele, a taxa de transmissão do LiFi permitirá o aumento da velocidade da internet para até 10 gigabits por segundo em alguns casos, o equivalente ao download de um filme HD em apenas 30 segundos, embora a velocidade dependa da empresa fornecedora.
E uma já vislumbrada segunda geração da tecnologia poderá alcançar larguras de banda ainda maiores, assim que os lasers brancos consigam sair dos laboratórios.
Custos do Li-Fi
Para transmitir os sinais por luz, os chips Li-Fi da SiSoft foram projetados para captar os sinais do roteador e convertê-los em alterações no brilho emitido pelos LEDs. O receptor é conectado ao computador por uma porta USB.
A empresa anunciou uma capacidade de produção de 10.000 chips Li-Fi por mês.
Campos afirmou que serão colocados no mercado diferentes kits, que variam de cinco lâmpadas até a iluminação completa de uma casa ou escritório, garantindo a transmissão de dados para qualquer canto iluminado.

Os custos vão depender do tipo de luminária, sendo estimados entre 50 e 400 dólares (R$200 a R$1.600), incluindo o transmissor, receptor e a instalação. A estimativa é que as lâmpadas tenham um tempo de vida de dois anos.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Elétrons nunca morrem


Elétrons nunca morrem
O detector Borexino é formado por sensores mergulhados em um tanque esférico de aço de 13,7 metros de diâmetro, contendo 2.100 toneladas de água ultrapura - tudo instalado nas profundezas de uma mina, protegido por 1.400 metros de rocha para evitar qualquer interferência externa. [Imagem: A. Brigatti/INFN]
Vida infinita
De acordo com as medições mais precisas já feitas até hoje, o tempo de vida de um elétron é de 66.000 yotta-anos, ou 6,6 × 1028 anos.
Isto é cinco quintilhões de vezes a idade do Universo, de forma que é o que mais se aproxima de um "tempo infinito" já medido pelo ser humano.
Esta foi a conclusão dos físicos que trabalham no experimento Borexino, no Laboratório Gran Sasso, na Itália - o mesmo que confirmou a teoria sobre a geração de energia no Sol e ajudou a medir o calor gerado pela Terra.
O trabalho do Borexino é procurar indícios de que o elétron decai para um fóton e um neutrino - um processo que violaria a conservação da carga elétrica e apontaria para uma física além do Modelo Padrão.
Mas nenhum decaiu, e os dados indicam que, se algum decair, isso só vai começar a acontecer depois dos tais 66.000 yotta-anos desde que os elétrons foram criados - este seria o tempo mínimo de vida de um elétron, segundo os físicos.
Lei da conservação de carga
O elétron é o portador de carga elétrica negativa de menor massa que se conhece. Se ele decaísse, a lei de conservação de energia dita que o processo envolveria a produção de partículas de menor massa - neutrinos, por exemplo, ou fótons, que não têm massa.
Mas todas as partículas conhecidas com massas menores do que a massa do elétron não têm carga elétrica, de forma que a carga do elétron teria que "desaparecer" durante esse processo hipotético de decaimento, o que violaria a conservação de cargas, que é um princípio que faz parte do Modelo Padrão da física de partículas.
Como resultado, o elétron hoje é considerado uma partícula fundamental, que nunca vai decair.
No entanto, o Modelo Padrão não explica adequadamente todos os aspectos da física e, portanto, a descoberta do decaimento do elétron poderia ajudar os físicos a desenvolver um modelo melhor da natureza.
Por essas medições, o elétron não se mostrou disposto a colaborar com a elaboração desse tão esperado novo modelo.

Bibliografia:

Test of Electric Charge Conservation with Borexino
M. Agostini et al. (Borexino Collaboration)
Physical Review Letters
Vol.: 115, 231802
DOI: 10.1103/PhysRevLett.115.231802

domingo, 29 de novembro de 2015

Alunos da Escola Estadual Dr Fernandes Lima são novamente premiados na OBMEP.

Saiu o resultado da OBMEP 2015 e mais uma vez a Escola Estadual Dr Fernandes Lima tem dois alunos premiados com menção honrosa. É o quarto ano consecutivo que a escola tem premiados. Desta vez os alunos MATHEUS FELIPE DE MOURA e LUCAS BARROS ALBUQUERQUE, ambos nível 1, foram os premiados com menção honrosa. Isso sem contar com o ex-aluno ALISSON LOPES DOS SANTOS, hoje IFAL - Campus Maceió, que também recebeu menção honrosa nível 3.

Parabéns a todos da escola com o excelente trabalho na preparação da OBMEP, onde vem redendo bons frutos na área de Matemática.

Para verificar o resultado dos premiados, acessem:
http://premiacao.obmep.org.br/2015/verRelatorioPremiadosMencao-AL.do.htm, acesso em 29 de novembro de 2015.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Fernando Codá relata os desafios da rotina de trabalho de um matemático

O pesquisador é um dos candidatos a receber a medalha Fields.

Fernando Codá (Foto: Globo/Letícia Castro)Fernando Codá conta como começou seu
interesse pela matemática
(Foto: Globo/Letícia Castro)
Mestre aos 20 e doutor aos 23. O maceioense Fernando Codá não é simplesmente mais um resultado precoce da Matemática. Ele é um dos responsáveis por solucionar a Conjectura de Wilmore, problema que há décadas intrigava matemáticos de todo o mundo. Sua produção científica já rendeu muitos prêmios e seu futuro parece ser ainda mais promissor. Em 2014, será responsável por uma das palestras plenárias noInternational Congress of Mathematicians, o que o lhe abre possibilidades de ganhar a medalha Fields, equivalente ao Nobel da Matemática. Se esta equação tiver resultado positivo, o pesquisador será o primeiro brasileiro a receber o prêmio. Sempre objetivo e preciso, Fernando comenta sobre seus projetos.

Globo Universidade – Você tem pouco mais de 30 anos e quase 10 dando aulas no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). A matemática é precoce?
Fernando Codá - Em geral a matemática favorece a precocidade. É muito comum você encontrar matemáticos muito jovens já começando mestrado, doutorado ou até já formados como doutores. Uma das razões disso, talvez, é que no caso da matemática, é possível começar a estudar e a fazer matemática na sua própria casa, sozinho. Você só precisa de um lápis ou uma caneta e do seu raciocínio. Isso possibilita que você comece a estudar muito jovem. Em outras áreas você tem que aprender muito antes de aplicar seus conhecimentos.
GU – Em que momento, como e por que você decide se dedicar à matemática?
FC – Quando era mais jovem, tinha o sonho de fazer astrofísica. Gostava muito de ler revistas de divulgação científica sobre astronomia e, inicialmente, era esse ramo que eu queria seguir. Eu sempre gostei muito de matemática, mas não tinha ideia do que era ser um matemático profissional. Até eu entrar na universidade. Quando entrei para Engenharia Civil na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), me encantei pelo rigor e pela precisão da matemática.
GU – Aos 23 anos você já era doutor. Como foi esse caminho?
FC – Eu fiz dois anos de Engenharia Civil em Maceió, onde nasci. Aí em 1997 vim para o Rio de Janeiro fazer um curso de verão no IMPA e fiquei encantado. Imediatamente pensei que era ali que eu queria trabalhar. Logo depois do curso, me convidaram para fazer o meu mestrado no instituto. Nessa época eu tinha 18 anos. Foi quando eu percebi que não queria terminar o curso de Engenharia Civil, então consegui que a UFAL me transferisse para o bacharel em matemática e, através de um processo especial, eu consegui me formar na faculdade. Então eu terminei a minha graduação lá em Maceió simultaneamente com o mestrado que eu estava fazendo no Rio. Em seguida, eu comecei o meu doutorado também no IMPA, mas terminei na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, em 2003.  
GU – Como é o dia a dia de um matemático?
FC – Você tem que ler muitos livros, artigos e estudar o tempo todo para adquirir todos os conhecimentos necessários. No caso da matemática, como é uma coisa muito abstrata, você consegue se desligar da realidade enquanto está pensando em um determinado problema. O matemático pode estar na fila do banco, no ônibus, no chuveiro e, na verdade, estar em outro mundo completamente diferente refletindo sobre suas questões. Eu mesmo já tive muitas ideias enquanto estava no chuveiro, que é aquele momento em que você está sem fazer nada... Mas, acima de tudo, é preciso muito estudo e raciocínio para chegar lá.
GU – Você poderia ilustrar, de maneira simples, o tipo de trabalho que está desenvolvendo atualmente?
FC – Eu sou geômetra e atuo na área de geometria diferencial. De maneira geral, a geometria é a ciência das figuras. No colégio todo mundo aprende sobre o quadrado, o triângulo, o círculo, mas isso é só o começo da história. Existem muitas outras figuras geométricas interessantes que você só descobre depois, quando se aprofunda na matemática. Eu já trabalhei em várias linhas, mas o meu último trabalho é sobre superfícies no espaço. Eu e o André Neves, um matemático português, conseguimos resolver um problema que é conhecido como a Conjectura de Wilmore, proposto em 1965, e que ainda estava em aberto. Explicando intuitivamente, a ideia é estudar superfícies em formato de boia, que os matemáticos chamam de torus. O interessante desta superfície é que ela pode se curvar de várias formas diferentes e o nosso objetivo era encontrar a melhor forma possível de curvar esta sua superfície. Na década de 1960, o Wilmore tinha feito uma previsão sobre qual era a forma perfeita para a superfície de uma boia. Quer dizer, se você pensa em uma esfera, você pensa em uma esfera redonda, mas e se for uma boia? Então o Wilmore fez uma previsão e nós conseguimos confirmar que ele estava correto.
Fernando Codá (Foto: Globo/Letícia Castro)Fernando Codá solucionou a Conjectura de Wilmore (Foto: Globo/Letícia Castro)
GU – Como você decidiu se dedicar à Conjectura de Wilmore?
FC – Este já era um problema muito conhecido na área de geometria. Quando eu era estudante já ouvia falar nele. No caso deste tipo de problema que está sem solução há muito tempo, a melhor opção não é atacá-lo diretamente. Então eu vinha trabalhando em outras coisas e, nesse meio tempo, começamos a ter contato com uma técnica que poderia ser útil para solucionar este problema.
A ideia veio em julho de 2012, quando eu e o André estávamos visitando a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Nós passamos três meses nesta universidade trabalhando intensamente no problema, mas já tínhamos uma pista de como ele poderia ser solucionado. Depois foram mais três meses para escrever todos os detalhes, porque em matemática você tem que ter certeza absoluta que está tudo correto. Se tiver um pequeno detalhe errado, vai tudo por água abaixo. Então esta foi a época mais estressante, porque a todo o momento aparecem pequenos detalhes que precisam ser checados. No total, portanto, levamos uns seis meses, mas a gente já vinha trabalhando com esta técnica há alguns anos.
GU – E qual a utilização diária desta descoberta?
FC – Essa é uma pergunta que sempre fazem ao matemático. No caso deste problema que eu estou estudando, cada uma das superfícies tem uma determinada energia e o nosso objetivo é pegar aquela forma que possui a menor energia possível. Essa energia tem relações com engenharia civil, com o problema de elasticidade de membranas, aparece também na biologia, quando se estuda membranas celulares. Então é um problema que está relacionado com coisas concretas. É importante destacar, porém, que não é por isso que o matemático se dedica a estes problemas. No meu caso, por ser geômetra, eu estou sempre atraído pela beleza do problema e pelo que é relevante em relação à matemática. Esta é uma questão simples e fundamental do ponto de vista geométrico.
GU – E agora, como você identifica o próximo problema?
FC – Quando você resolve um problema desses, a primeira sensação é a de um vazio enorme. O que eu vou fazer agora? Neste momento nós estamos tentando encontrar novas aplicações desta mesma técnica. Nós até já encontramos algumas. Mas não existe uma fórmula, você tem que ir pelo seu gosto. O difícil é encontrar um problema que você considere interessante e tenha ferramentas para resolvê-lo. O primeiro passo é identificar um problema que seja acessível. Não adianta escolher um problema muito difícil, que você nunca vai conseguir resolver. Mas se você tiver alguma pista de como atacar o problema aí você deve investir nele.
 
O matemático é um dos candidatos a receber a medalha Fields (Foto: Globo/Letícia Castro)O matemático é um dos candidatos a receber a medalha Fields (Foto: Globo/Letícia Castro)
GU – Você participará como palestrante no próximo International Congress of Mathematicians (ICM). Além de você, foram mais três os pesquisadores do IMPA convidados para participar do Congresso. Quais são as possibilidades reais de que algum de vocês receba a medalha Fields?

FC – O ICM é o maior congresso de matemática do mundo. É muito tradicional e acontece de quatro em quatro anos. Durante o Congresso são dadas palestras específicas sobre cada área da matemática, além de palestras plenárias – cerca de 15 ou 20 – que tratam sobre os melhores resultados de cada nicho de pesquisa. Devido aos meus trabalhos sobre superfícies, eu fui convidado para dar uma das conferências plenárias no próximo ICM, em 2014, na Coréia do Sul. Já os outros pesquisadores falarão nas sessões de geometria, probabilidade e sistemas dinâmicos. A medalha Fields é escolhida em um processo muito sigiloso, então a gente nunca sabe. As pessoas têm comentado sobre a possibilidade de algum de nós receber a medalha, baseadas no fato de que nós vamos dar conferências plenárias, mas isso não é certo. A medalha Fields é o sonho de qualquer matemático, é um prêmio muito importante. Receber uma medalha deste tipo é uma coisa que a gente pensa desde que começa na matemática. Mas pensar demais acaba atrapalhando, então o importante é se manter focado na sua pesquisa e fazer o seu melhor.
GU – O Brasil tem se configurado como um pólo de atração de matemáticos na América Latina. A que se deve este sucesso e qual o papel do IMPA neste processo? O que é preciso para elevar o país a um nível superior?

FC – A matemática brasileira tem sido muito bem sucedida nos níveis mais altos internacionais. Isso de deve, em parte, ao trabalho de pessoas que vieram para cá e construíram uma estrutura de apoio aos matemáticos. Parte desta estrutura é o IMPA, que é fenomenal. As condições de trabalho aqui são excelentes, parece coisa de primeiro mundo. De forma geral, porém, a ciência brasileira ainda tem dificuldade de atrair estrangeiros para as universidades, devido a toda burocracia que existe. O IMPA é o exemplo vivo de que é possível fazer diferente e com muito sucesso. Como nós somos uma organização social, temos autonomia para definir os processos de seleção, então conseguimos atrair estrangeiros de forma mais simples, vendo cartas de recomendação, pedindo para eles darem palestras em inglês, ou seja, é muito mais flexível. Então eu acho que para darmos mais um passo adiante a burocracia precisa ser aliviada. Esse é o grande nó do Brasil.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Alunos da Escola Dr Fernandes Lima participaram do Matfest Ufal 2015

O MatFest é um evento anual realizado pelo Instituto de Matemática (IM) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) desde 2004. Este se tornou o maior evento local de divulgação da Matemática no território alagoano voltado para alunos do ensino fundamental, médio e superior.

IM/UFAL se destaca no cenário alagoano como o maior centro de formação de profissionais em matemática com seus cursos de Bacharelado, Licenciatura, Licenciatura à distância, Mestrado Acadêmico, Mestrado Profissional e Doutorado. O MatFest tem tido a colaboração de outras instituições como a UFBA, o IMPA, a UFRJ, a PUC-Rio; e possui abrangência regional atraindo alunos da capital e do interior de Alagoas, além de estados como Bahia, Pernambuco e Sergipe. 

No ano de 2014 realizamos o maior evento de matemática do Brasil, a saber, a VII Bienal da Sociedade Brasileira de matemática. Neste evento abriu-se espaço para as escolas públicas apresentarem trabalhos relacionados com matemática. Devido ao sucesso deste espaço, denominado MATEXPO, estamos incluindo-o de forma permanente no MatFest. Além disto, estamos abrindo espaço para a visitação de escolas para conhecerem os projetos de extensão desenvolvidos no IM/UFAL e outras atividades voltadas a comunidade alagoana.

Para manter o nível de qualidade do MatFest e incentivar a troca de experiências na área é preciso ter ampla divulgação dentro e fora do IM/UFAL atraindo os jovens para participarem do evento, além da necessidade de bons palestrantes que fortaleçam a equipe local.

Para informações sobre a programação,  acesse:  http://thematfestufal.wix.com/matfest2015, acesso em 20 de novembro de 2015.

E neste ano de inovação do Matfest, os alunos da Escola Estadual Dr Fernandes Lima, sob a orientação do professor Geraldo Ferreira e Co-orientação de Caio César  irão apresentar um trabalho envolvendo jogos matemáticos com o tema Jogos Matemáticos Como Ferramenta Motivacional Na Aprendizagem. Os alunos receberam treinamento de como usar os jogos em sala e aplicaram esse conhecimento com seus colegas de sala. Agora eles têm a oportunidade de expor um trabalho que vem motivando os alunos da escola para que essa experiência seja disseminada com o público em geral, com o objetivo de incentivar alunos e professores a praticarem em suas escolas.











Após a prática na escola, os alunos tiveram a oportunidade de demonstrar seus conhecimentos para os visitantes do estande.






Tivemos visitas ilustres que são professores da Universidade Federal de Alagoas, prestigiando a escola nesse evento. Os alunos ficaram muito orgulhosos e motivados em ter apresentado esse trabalho para eles.



E no final a certeza do dever cumprido e a satisfação de ter realizado um trabalho bem feito, exibindo, com orgulho, os certificados de participação nesse evento.





Parabéns a todos da Escola Estadual Dr Fernandes Lima que de alguma forma contribuíram para o sucesso desse trabalho.